Nome: A probabilidade estatística do amor à primeira vista
Nome original: The statistical probability of love at first sight
Autor(a): Jennifer E. Smith
Editora: Galera
Ano de lançamento: 2013
Desde que ouvi falar desse livro, minha vontade de lê-lo se tornou cada vez maior. Pedi de aniversário e realmente valeu a pena. Com suas duzentas e vinte e duas páginas, o livro não deixa a desejar. E a história foi um tanto diferente para mim, pois é contada por narrador observador e acontece apenas em vinte e quatro horas.
Hadley é a nossa protagonista, e ela é uma pessoa legal, apesar de estar passando por um complicado drama familiar: a separação dos pais. A autora conseguiu retratar bem o assunto, e eu mesma consegui sentir isso, como se eu estivesse no lugar da própria personagem. Hadley não vê o pai a mais de um ano, e isso é difícil para ela, mas, mesmo em meio a tantas dificuldades, Hadley suporta as magoas e a raiva imensa que sente pelo pai.
Para piorar, se já não bastasse a separação, Hadley está no aeroporto, esperando o próximo avião que vai para Londres, para o nada esperado segundo casamento do pai com outra mulher. Para Hadley, isso é a pior coisa que ele poderia ter feito, depois de promessas feitas por ele em sua infância de que nunca iria embora. Mas por causa de quatro minutos, Hadley perde o voo, e precisa esperar três horas para pegar o próximo. Durante sua espera, ela conhece Oliver, um britânico fofo que a ajuda com as bagagens e se senta ao seu lado no voo. Os dois conversam sobre muitas coisas, e podemos conhecer a vida de cada um em meio a conversas.
A noite do voo não poderia durar para sempre, e eles chegam ao aeroporto na Inglaterra e se despedem. Hadley vai para o casamento do pai e muitas coisas acontecem naquele dia, fazendo até a própria Hadley se surpreender com tantos acontecimentos inesperados.
A história do livro é algo muito criativo, e não é algo chato. A autora realmente conseguiu fazer com que seus leitores sentissem algo, principalmente no quesito de relacionamento entre Hadley e seu pai. E é claro que não falta romance, não é mesmo? Hadley e Oliver tiveram uma quimica instantânea, mas isso não tornou a história muito 'nada a ver'. Aquilo realmente pode acontecer, quem sabe.
A escrita da autora é algo bem natural, fácil de ser entendida. 5 estrelinhas para essa história. Recomendada!
AVALIAÇÃO ★★★★★
________________________________________
RESENHA LITERÁRIA - A SELEÇÃO
Título: A Seleção
Título original: The Selection
Autor(a): Kierra Cass
Editora: Seguinte
Lançamento: 2012
Se você está procurando ação ou aventura em A Seleção, esqueça, pois esse livro não é para você. Com uma pitada miníma de algumas páginas de 'ação' e um balde de romance, A seleção é um livro que nos faz refletir sobre como as pessoas são o que não aparentam ser.
Em tempos passados, Os Estados Unidos guerreou contra a China, perdendo para a mesma, dando lugar ao Estado Americano da China, mas precisamente para Illéa. Illéa é um país dividido em castas - em relação a renda do povo -, e nossa protagonista não é nem rica e nem pobre. America tem condições de viver. Sua renda não é uma das melhores, mas ela não tem do que reclamar.
America namora secretamente um garoto da casta seis, Aspen, um garoto completamente trabalhador, e isso me fez gostar bastante do personagem. Percebemos de cara que Aspen é realmente preocupado com a família, e por isso trabalha duro noite e dia. Mas uma das coisas que não gostei em Aspen é que ele não concorda que America o 'sustente'. Eu entendo muito bem, é claro, mas acho que ele foi um tanto duro com ela em um certo momento.
Illéa tem um príncipe - o belo príncipe Maxon - que está a procura de uma esposa. Como? Através da seleção. Digamos que a seleção é um concurso, reality show, ou algo do tipo, na qual o príncipe escolhe uma entre trinta e cinco garotas para se casar, e essa garota será nomeada como princesa de Illéa. America deve ser, entre todas as outras garotas do país, que não quer, de maneira alguma, participar da seleção. Mas a mãe insiste, e o próprio Aspen insiste, e então ela se inscreve, dizendo a si mesma que não seria escolhida. E quem disse que ela estaria certa?
America, no começo, realmente não quer aceitar a ideia de estar na seleção, mas algo muda. E ela finalmente conhece o príncipe. Fofo, bonito, educado, inteligente... Maxon é um sonho para muitas, menos para America. Mas quem sabe as coisas não mudam com o tempo?
A seleção é um livro bom, criativo e com um romance fofo, gostoso de se ler. O primeiro encontro de America e Maxon é completamente muito, muito sem sentido. Não consegui entender o motivo de a America agir do jeito que ela agiu, e isso ainda martela na minha cabeça.
O inicio dos capítulos começa com uma coroa. Achei muito bonitinho. A fonte ficou muito legal para o livro, e a escrita da autora é ótima! Não é algo pesado. É algo fácil de se entender. E o príncipe Maxon? Bem... Ele é realmente muito fofo! Ele é carinhoso e age, digamos, igualmente com todas as outras selecionadas, mas tem um carinho especial por America. Espero que isso não seja spoiler, mas... [SPOILER] O primeiro beijo dos dois é muito fofo! America revela algo, digamos que é uma intuição dela sobre Maxon, que é muito difícil de acreditar, mas parece ser verdadeira. E quanto a Aspen? A relação dele e da America é uma coisa fofa, afinal, eles se conhecem à dois anos e tem muito o que contar, mas ele termina com a America de uma hora para a outra, e depois quer voltar com ela. Isso dá a certeza do triângulo amoroso que surgirá no próximo livro. America e Maxon? America e Aspen? Tirem suas conclusões e comentem! Recomendo muito o livro, achei bem legal.
AVALIAÇÃO ★★★★★



Nenhum comentário:
Postar um comentário